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Vitrina no mercado pet:
grande potencial

 
Especialista divide sua visão sobre as diferenças culturais na vitrina e dá algumas dicas aos lojistas para este ano de “Copa do Mundo”
 

Para o consumo, a Copa do Mundo pode ser uma faca de dois gumes: se o Brasil perde um jogo, ninguém compra. Se ganha, consome mais. A alegria de um jogo vencido interfere na autoestima, faz o brasileiro acreditar mais no futuro e se arriscar mais. Quando o país se destaca em algo, aumenta o potencial de consumo. “Eu posso comprar! Acredito num futuro melhor!”.

Essa é a vulnerabilidade da temporada de Copa do Mundo. “O brasileiro consome o futebol, não tanto o produto”, diz Patrícia Rodrigues, profissional do Visual Merchandising e proprietária da empresa Vitrina & Cia, empresa pioneira e especialista no tema há 25 anos. Ainda segundo a especialista, o varejo cria grandes expectativas nesse período, mas o mercado pet ainda não aproveita todo o seu potencial. Confira as dicas de Patrícia para os lojistas do mercado pet.

RNP - Como as diferenças culturais de um povo influem na montagem e no visual de uma vitrina?

Patrícia Rodrigues - A vitrina é um reflexo do ambiente em que vive. Tem uma função social, urbanística e cultural que vai além das vendas. Através dela, podemos fazer uma leitura ampla do macroambiente de seu contexto. Um reflexo cultural de costumes locais. Não existe certo e errado, mas diferentes culturas para serem interpretadas no ponto de venda.

Aqui no Brasil quando está tudo bem, dizemos que “está tudo azul”, mas se dissermos isso em outro país não faz o mesmo sentido. A matéria-prima encontrada facilmente no Sudeste para a produção de uma vitrina não é a mesma no Nordeste. Agora imagine o distanciamento cultural que acontece quando comparamos dois países? Portanto, a vitrina deve ter a responsabilidade de conhecer e estudar o comportamento de seu público para traduzi-lo em referências estéticas no ponto de venda, assim como um livro aberto descreve sobre um povo.

RNP - Como o lojista do mercado pet pode aproveitar, de maneira mais concreta, um evento como a Copa do Mundo para atrair clientes e vender mais?

Patrícia Rodrigues - Nessa época esportiva o varejo não tem muito segredo, deve ter o uso explícito das cores do Brasil. Aproveitar o momento para integrar produtos que incorporam essas cores e que façam associação ao futebol. Assim, a explosão das cores patriotas e a bandeira do país são as referências que o Visual Merchandising não pode fugir, mas os lojistas podem apostar na utilização de muito neon e de materiais mais tecnológicos como um diferencial.

RNP - Quais os elementos que não podem faltar numa vitrina de uma loja pet?

Patrícia Rodrigues - Independente do setor, todas as lojas em geral, precisam de clareza da informação e apelo emocional evidente. O consumo do PET tem a proposta do “amor que se compra”, exemplo de apelo afetivo e emocional que sempre se posiciona em 1° lugar na escala de venda.

Outra questão importantíssima é tornar a vitrina aplicativa. O mercado PET tem constantemente uma quantidade de novidades enorme, assim como a quantidade extensa de produtos que são lançados. Para isso, a vitrina tem o papel de ser educativa e explicativa para facilitar a leitura do consumidor.

RNP - Qual a linguagem mais adequada para atingir o público-alvo dos animais de estimação?

Patrícia Rodrigues - A linguagem que desperta afetividade como o ato de cuidar um animal de estimação na hora de trocar a sua água e dar comida. Se essa sensação e sentimento for ilustrada numa vitrina de uma forma criativa pode chamar mais atenção do que uma vitrina sem proposta alguma.

RNP – Muitos donos de pets adotam animais de estimação por solidão. Este aspecto do mercado pet deve ser abordado nas vitrinas?

Patrícia Rodrigues - Nunca. Vitrina é um espaço politicamente correto que não são tratados assuntos que nos fazem refletir. A vitrina deve nos dar sensações, apresentar clareza para uma positiva reação à ação criada no ponto de venda. Ninguém tem uma reação positiva à solidão. A interpretação de uma vitrina deve ser inconsciente e o Visual Merchandising tem muitos recursos através de cores e elementos construídos num cenário que podem despertar este desejo.

RNP - Se os clientes compram sonhos, como descobrir os sonhos da clientela de uma empresa pet?

Patrícia Rodrigues - É relativo, pois cada segmento tem um perfil do consumidor, um público, um sonho. No mercado pet, há a necessidade de ser analisado, desenvolver um histórico do que dá certo e o que não dá. Atinge todos os públicos, não tem uma especificidade no que diz respeito ao perfil do consumidor como é possível definir no segmento de sapatos, por exemplo. O público pet sustentado pelo afeto não tem raça, classe social e nem idade. No entanto, tem alto fluxo de verba e é bem estruturado, pela atuação forte do trade marketing das indústrias, que segue o mesmo conceito de supermercados pela disposição das gôndolas, diversidade de produtos, entre outros, mas, no próprio ponto de venda, o Visual Merchandising deveria ser melhor explorado e trabalhado.

 
Confira lista completa

Terceira Idade: Mercado promissor
A Arte de Contratar
Groom Brasil 2010 em foco
Vitrina no mercado pet: grande potencial
A postura das empresas diante da Copa do Mundo
Demitir: o fardo do empreendedor
Mercado pet food: rumo à saturação
Pediatria em Aves
Pensamento de empresário do século 21
Terceirização de vendas
Fidelizar clientes atuais e atrair novos
Medicina Veterinária evolui cada vez mais
Franquias no mercado pet
Dia Produtivo x Improdutivo
Proatividade - Lide com as objeções
Quem precisa de pesquisa?
As Mil e Uma Lições para Lidar com a Concorrência
Cresce o roubo de cargas em São Paulo
Será que ele sabe? - Cães não pensam
A criatividade do profissional de finanças
Síndrome de disfunção cognitiva em gatos
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